pararam pam pam!
Lucinha era a típica morena que todo mundo achava linda-maravilhosa-delícia-sabor-do-verão, e é lógico que ela também sabia disso, o que tornava seu nariz um pouco mais empinado do que o resto das meninas do colégio naquela época, mas eu não ligava. tinha aquele seu jeito de próprio de andar, fazendo a saia plissada sambar, a galera se animar, uêêêêêêêêba! pararam, pararam, param!, e não hesitava em usar de seus poderes de ninfeta maravilhosa pra extrair de mim, e da rapaziada masculina do colégio, os favores que lhe afloravam à cabeça. declarar que estava com sede perto de um grupinho poderia iniciar um briga ou acabar uma amizade de anos. todos queriam agradá-la. dando um leve desconto aos exageros da prosa, ainda assim tenha a certeza da sua presença não só de beleza como de carisma, o que se mostra raro e, às vezes, único.
me lembro bem da última vez que a vi.
...(parêntesis)...
Lucinha não me deixava dormir direito. Toda vez que ela usava aquela calça branca e as trancinhas à lá Xispita, meu peito repicava mais que a Estação Primeira. Linda. Aquela menina sabia como usar o corpo. Era mulher. Abusava disso com a simplicidade que Deus lhe deu. E olha que Ele a encobriu com essa graça provocante. Linda. Passou por mim, como quem não quer nada, e sorriu. Sabia o que aquilo provocaria. Pediu um cigarro, prontamente o acendi entregando com cuidado, só para sentir o roçar nas pontas dos seus dedos. Depois, saiu em direção ao banheiro, olhando de soslaio, como quem pede acompanhamento. “Se meus colegas de turma vissem isso, iam achar que eu tou pirando, ninguém vai acreditar nisso”.
A Lucinha deixou saudade onde não dá pra sentir saudade. Na cabeça errada. E no peito. Vê-la por entre os espelhos do banheiro feminino, cantarolando uma canção dos Stones, influência do seu irmão mais velho, me faz pensar até hoje no que aconteceria se eu tivesse entrado lá.
Lucinha era a típica morena que todo mundo achava linda-maravilhosa-delícia-sabor-do-verão, e é lógico que ela também sabia disso, o que tornava seu nariz um pouco mais empinado do que o resto das meninas do colégio naquela época, mas eu não ligava. tinha aquele seu jeito de próprio de andar, fazendo a saia plissada sambar, a galera se animar, uêêêêêêêêba! pararam, pararam, param!, e não hesitava em usar de seus poderes de ninfeta maravilhosa pra extrair de mim, e da rapaziada masculina do colégio, os favores que lhe afloravam à cabeça. declarar que estava com sede perto de um grupinho poderia iniciar um briga ou acabar uma amizade de anos. todos queriam agradá-la. dando um leve desconto aos exageros da prosa, ainda assim tenha a certeza da sua presença não só de beleza como de carisma, o que se mostra raro e, às vezes, único.
me lembro bem da última vez que a vi.
...(parêntesis)...
Lucinha não me deixava dormir direito. Toda vez que ela usava aquela calça branca e as trancinhas à lá Xispita, meu peito repicava mais que a Estação Primeira. Linda. Aquela menina sabia como usar o corpo. Era mulher. Abusava disso com a simplicidade que Deus lhe deu. E olha que Ele a encobriu com essa graça provocante. Linda. Passou por mim, como quem não quer nada, e sorriu. Sabia o que aquilo provocaria. Pediu um cigarro, prontamente o acendi entregando com cuidado, só para sentir o roçar nas pontas dos seus dedos. Depois, saiu em direção ao banheiro, olhando de soslaio, como quem pede acompanhamento. “Se meus colegas de turma vissem isso, iam achar que eu tou pirando, ninguém vai acreditar nisso”.
A Lucinha deixou saudade onde não dá pra sentir saudade. Na cabeça errada. E no peito. Vê-la por entre os espelhos do banheiro feminino, cantarolando uma canção dos Stones, influência do seu irmão mais velho, me faz pensar até hoje no que aconteceria se eu tivesse entrado lá.

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